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Angola

A única experiência de Missão que havia era a de Moçambique. A Direcção Geral escolheu dois homens já maduros nestas lides para serem o alicerce da Missão de Angola: os Padres Albano Mendes Pedro e Manuel Fernandes. O primeiro, além de missionário em Moçambique durante alguns anos, tinha sido consultor eclesiástico do então Ministério do Ultramar. Esse cargo dera-lhe uma grande visão da acção evangelizadora nas colónias portu¬guesas e mesmo noutros países africanos. O segundo, além de missionário em vários lugares de Moçambique, havia sido Superior Geral e até o grande entusiasta pela vinda para Angola durante o seu mandato como Superior da Sociedade.

 

O P. Albano é o primeiro membro da Sociedade Missionária a vir para Angola. Chega a Luanda a 21 de Setembro de 1970. Vinha com destino a Luanda onde deveria fundar a Procuradoria da Sociedade para atender as futuras equipas que estavam para chegar e que deveriam partir para o interior de Angola. É-lhe pedido, entretanto, para ser secretário da conferência epis¬copal, e D. Manuel Nunes Gabriel, Arcebispo de Luanda, entrega-lhe, pouco tempo depois, a Paróquia de Viana, a grande zona industrial de Luanda.

 

Este não era, porém, o campo destinado à Sociedade. O Arcebispo tinha como grande preocupação pastoral o Kuanza-Sul, sobretudo o planalto. Zona de bom clima e de melhor gente, mas bastante abandonada devido à idade ou inoperância do clero. Para aí deveriam ser enviadas as primeiras equipas. Para liderar este projecto a Direcção da Sociedade vai buscar a Moçambique o P. Manuel Fernandes que pouco tempo antes para aí havia sido reenviado.

Da primeira equipa fazia parte o P. Francisco Fernando Martins das Eiras, o segundo membro da Sociedade a chegar a Angola. Destinado à Mis¬são do Dúmbi, no Kuanza-Sul, para aí parte nos primeiros dias de Janeiro de 1971, onde passa quase três meses com o Rev.mo Cónego Moura, antigo aluno do Seminário de Cernache do Bonjardim, e agora de saúde muito aba¬lada. O P. Fernando é aí iniciado nas lides missionárias e recebe do Cónego Moura a Missão do Dúmbi no mês de Março desse ano. Entretanto vindo de Moçambique, o P. Manuel Fernandes chega a Luanda, onde se encontra com o Cónego Moura, seu antigo condiscípulo em Cernache. Recebidas as primei¬ras instruções do Arcebispo de Luanda sobre a condução da Missão do Dúmbi, aí chega a 25 de Março. Esta equipa só fica completa a 13 de Outu¬bro com a chegada do P. Augusto Farias, recém ordenado em Portugal. Era uma equipa bastante diversificada em idades e mentalidades, mas que sempre funcionou bem e lançou as restantes equipas do Kuanza-Sul.

 

Também em Agosto desse ano chegou a Viana o P. António Tavares Martins para fazer equipa com o P. Albano. Além de vigário cooperador foi também professor no seminário maior de Luanda. Estas foram as duas pri¬meiras equipas da Sociedade Missionária em Angola, com três membros no Dúmbi e dois em Viana.

Nessa altura a Direcção da Sociedade apostou seriamente nos jovens. Por isso, no ano seguinte, em Outubro de 1972, chegaram ao Kuanza Sul mais dois jovens: os Padres Laurindo Neto e Aníbal Fernandes Martins Mor¬gado, ambos acabados de ordenar em Portugal. Com este reforço reorgani¬zam-se as equipas. O Arcebispo de Luanda confia aos cuidados pastorais a vizinha Paróquia de Vila Nova do Seles. Para aí são enviados o P. Fernando Eiras como Pároco e o P. Laurindo Neto como vigário cooperador. É-lhes dada posse em Novembro. A equipa fica completa em Março de 1973 com a vinda de outro padre jovem, o P. Armindo Alberto Henriques que, além da pastoral, dedica parte do seu tempo ao ensino na Escola Comercial e no Co¬légio das Irmãs do Amor de Deus.

 

Com o início dos conflitos armados entre os três movimentos de liberta¬ção começa o tempo da provação. Logo em Julho de 1975 há buscas à Missão do Dúmbi e são torturados alguns leigos que aí residem. Pouco tempo depois é cortada a ligação com o Seles e os dois grupos ficam sem comunicação durante seis meses. Foi durante estes conflitos que se deu o grande êxodo dos europeus dessa zona

 

A experiência do martírio

Aproxima-se entretanto o momento da prova para o grupo da Sociedade. No dia 3 de Fevereiro de 1982, quando o P. Manuel Armindo de Lima se dirigia para uma das comunidades da Paróquia de Viana, foi emboscado e morto juntamente com uma noviça Mercedária da Caridade, um jovem e uma senhora casada grávida. Outra noviça e um jovem foram também atingidos, mas vieram a recuperar. Só saiu ilesa uma senhora que viajava precisamente ao lado do P. Lima. Esse comando esperava o Padre, como eles mesmos comentaram quando o carro passou pelo lugar onde eles estavam. Todas as semanas, naquele dia e naquela hora, a equipa de evangelização passava por aquele local. Ainda houve hesitação porque não conheciam aquele padre que por ali passava pelas primeiras vezes.

Exceptuando o P. Mendes que ficara em Luanda e o P. Lima em Viana, todos os outros membros da Sociedade em Angola estavam em retiro no Seles. Só na manhã do dia 4 de Fevereiro foi aqui recebida a brutal notícia.

Foi uma emboscada premeditada e preparada para apanhar o Padre. Na euforia marxista, a voz profética do Padre era incómoda. Só que erraram no alvo. E acabou por ser o recém chegado a vítima das balas assassinas.

Este acontecimento abalou profundamente o grupo.

 
 

 
 
 
 
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